domingo, 13 de maio de 2012

IMDC: Ilusão de mudança e desilusão completa!

Depois de tentar mudar a minha ideologia de vida e de aparentar ter resultado, podem acreditar que a vida corria às mil maravilhas. Ou pelo menos, corria. Mentalizei-me que todo o rancor que guardava com personagens do passado que assombram a minha vida não ia impedir de me deixar ser feliz e mentalizei-me que ia-me permitir conhecer a felicidade. Mesmo a tempo do jantar da Luísa... Digo mesmo a minha alegria era contagiante! Estava tudo numa boa, uns copinhos de receita e uma caminhada e violá, estava mesmo fixe. Comecei a falar com desconhecidos (do tipo as 4 coisas básicas que fazes quando vais a um jantar: comer, beber, fazer coisas estúpidas e falar com desconhecidos). O meu fim de noite foi pensar : a minha vida vai mudar! Já passou dia e meio e as coisas continuam iguais. Sou o escravo de todos e ninguém liga para aquilo que digo ou sinto e ainda não fumei! Eu tinha dito a mim próprio que não me ia iludir e acabei por cair no mesmo erro! Iludi-me e agora desiludo-me. Da próxima vez que me virem vou estar a fingir algo que não sou ou a fingir que sou eu próprio! A mudança não me consegue atingir, mesmo depois de tanto tempo para a perseguir!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

considerações dois anos depois

Virei tudo ao contrario
Já não consigo Super Mário
Voltei a pôr tudo no sitio
Sniffo um pouco de lítio
Corto parte do meu cabelo
Cortei dois dedos da minha mão
Olho-me ao espelho
E não vejo qual a razão
Será que fui eu?
Será que eu não percebi como estavas no meio da confusão?
Serei eu o culpado do fim
Mesmo que voltes para repor tudo, sou capaz de te dizer não!
Já pus tudo em questão
Perdi noites em claro
Perdido na culpabilidade alheia
Encontrado no momento raro
Procuro a epifania
A distinta revelação
Preciso de ser, de ter
a necessidade de te dar um estaladão
Mas ainda tens a mania de  rir
Dos meus falhanços
Ainda te achas no direito de me olhar sem preconceito
Como se nada tivesse acontecido
Como se fosses o ser mais-que-perfeito
Ainda me pergunto porquê
Não sei porque me dou ao trabalho?
Ou devo ter pena
Ou sou burro pa caralho
Na altura fazia sentido
que dois e dois fossem quatro
Mas digo-te
Não é por isso que fico com o teu retrato
Vê se morres
Ou se desapareces
Não me interessa
Alguém que ouça as minhas preces
Sinto raiva, desprezo
Mas a tua lata prezo
Porque nunca vais saber o que é
estar todo o tempo com aquela estúpida fé



terça-feira, 24 de abril de 2012

um ser irresponsável

Um ser irresponsável.
Deixa a vida rolar.
Deixa tudo acontecer.
Sem com nada se preocupar.
Deixa-te ir na onda.
Sem preocupações.
Desliza no parapeito.
Sente as vibrações.
Chegas ao máximo que nunca experimentaste.
Acabas por ficar na poça de água que criaste
Sem querer fizeste coisas que não querias
E disseste muita coisa que eu acho que não devias
Perdeste a carteira
Roubaram-te o orgulho
Estás no fim
Ser responsável é restolho.

domingo, 15 de abril de 2012

A mudança esta próxima e te seduz
Vem rápida como a velocidade da luz
Chega e vai te levar com ela
Vejo-te enquanto a tua outra face se revela
Dá-te a volta e traz tudo o que estava guardado
Traz para o futuro tudo o que estava no passado.
Não te apercebes da tua mudança
Mas posso garantir que não caminha para a bonança
Mudas demasiado depressa
Já arranjaste outra remessa e a primeira ainda não acabou
Agora meteste-te nessa
Sabes naquilo que te metes ou isso passou?
Sabes quem eles são
Não são de confiança, não lhes dês aquilo que eles querem
Larga a minha mão
Se te quiseres atirar para o abismo se eles o fizerem
Dizias que era de vez em quando
Agora é todos os dias mais de uma vez
Pelo teu novo vício sou atropelado
Para fora da tua vida como ninguém fez

domingo, 1 de abril de 2012

:) Gritos e pontapés

Voltei e em força, talvez! Fiz greve durante o mês de março, já que havia greve geral (que do meu ponto de vista não fez grande coisa, porque tive as minhas aulinhas todas certinhas e nao me lembro de ninguem que tenha feito greve) eu decidi pedir boleia e hoje como é dia das mentiras! Combinação perfeita! Deixa-me ver, de que vou falar: de decimas e valores. Sabes quando sentes que por causa de um valorzinho a mais que nao tiveste num teste te podia dar mais um valor à nota e tu teria aquela media tao ansiada. GRANDE FILHA DA PUTA! Aconteceu-me a mim! Se eu tivesse copiado no teste de historia como ja sabia as perguntas a nota do meu teste subia um valor , tinha mais um valor na pauta e a minha media de 16 era certinha! AHAHAHAHAHAH! fuck everything!! Mas como o boi do stor de fisica tambem lembrou-se de me dar 11,5 a Volley (é verdade no ano passado tive 15. Justificação: É muita tecnica, ou sabes jogar ou nao sabes jogar!) Ya, olha, nao vou dizer é muito preverso da minha parte! Com esta nota maravilhosa, a minha media vai ser: vvviviviiiiiuummmmm, ate ao fundo do poço. See you motherfuckers! Só tenho de ir ao meu quarto arrebentar com alguma coisa!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Ninguem (cont.)

Viro as costas. Não me lembro de ter estado aqui. Algo está errado. As folhas das árvores tornam-se onduladas e os seus caules ondulam ao sabor do vento. As folhas tornam-se vermelhas e castanhas e cores as quais nunca vi. Parece uma ilusão. Algo em cima da minha cabeça começa a pesar, um peso pequeno mas que começa a crescer. Quero-me agarrar a algo mas o peso que tanto que me empurra até ao chão. Parece que me vai esmagar a cabeça. Tento gritar mas não consigo. A dor é muito forte. De um momento para o outro: blackout!
Do outro lado, no topo da montanha uma sombra vê-se passar. Viu uma luz no local onde a estranha criatura se encontrava. Era uma estranha criatura. Tinha duas antenas em cima da cabeça e uma cor perto do vermelho nos olhos e perto do amarelo na pele. A personagem da sombra nunca tinha visto semelhante coisa. Corre, por entre as florestas, tentando encontrar os outros, o grupo. Tropeça, cai na encosta e rola por ela abaixo. Num ultimo momento, segura-se num ramo mas este larga-se da sua mãe, da árvore. A sombra cai, numa queda abismal, numa visão espectacular. Desaparece. A agua cai da cascata.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Vida. Acabou de ser abalada.
Por uma mão cheia de nada.
Vida. Acabou de ser superada.
Por uma decisão tomada.
Uma mão. Pediu ajuda.
Gritou com uma voz muda.
Uma mão. Implorando esmola
Entretanto a vida rola.
Desconhecido. Cai em conhecimento.
Desconhecendo o seu momento.
Desconhecido. Deixa cair moeda.
Num ato simples no chão sem pedra.
Ondas. Vibram com o sismo.
Cai os pés. Cai o cinismo.
Ondas. No mar violento.
Destrói as rochas. Destrói o rebento.
Vida. Perdeu-se a semente.
Não sabem de onde mente.
Vida. Simplesmente rotina.
Cola-se nos olhos de quem serpentina.
Uma mão. Foi roubada.
Alguma coisa momentaneamente deixada.
Desconhecido. Passou por algo.
Desapareceu enquanto levava um estalo.
Ondas. Transparentes.
Vozes no chão sempre irritantes.
Não dizem nada de jeito.
Ficaram pedrados no parapeito.
Queiras ou não.
Há sempre alguém que terá razão.
A fama chegou.
O mundo mudou.
Tentas não a alcançar.
Mas atrás de ti ela te esta a ameaçar.
Querias algo desinteressante.
Quando na tua vida ela entra de rompante.
Não que fosse degradada.
Vida. Acabou de ser abalada.